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A rica biodiversidade do Parque Vila Velha

Diversidade
A rica biodiversidade do Parque Vila Velha

Unidade de conservação reúne espécies raras e ameaçadas de extinção tanto na Fauna quanto na Flora

O Parque Vila Velha é muito mais do que um atrativo natural que reúne belas paisagens e atividades de entretenimento e diversão.

Nele, espécies da fauna e da flora, ameaçadas de extinção ou de observação rara são encontrados.

De acordo com a turismóloga e coordenadora operacional do Parque Vila Velha, Fernanda Haura, espécies exóticas são aquelas não pertencentes ao bioma, usualmente introduzidas pelo homem.

“A existência dessas espécies, muitas vezes, é prejudicial ao ambiente em que são introduzidas. Na área do Parque temos os exemplos dos Javalis (Sus scrofa) e da Lebre Europeia (Lepus europaeus) que são espécies que competem por hábitat e alimentação com animais nativos, como Catetos (Pecari tajacu) e Tapitis (Sylvilagus brasiliensis)”, diz Fernanda.

Fauna rara encontrada no Parque Vila Velha

Já quanto às espécies raras da fauna, o parque congrega algumas endêmicas, restritas à região, como é o caso do Melanophryniscus vilavelhensis, que é um pequeno sapo, de apenas 14mm, que vive em bromélias e se alimenta de larvas de insetos.
Espécies raras de aves também são encontradas no Parque.

“Há cerca de um ano, foi flagrada uma Águia-Cinzenta (Urubitinga coronata) com seu filhote. Patativa-tropeira (Sporophila beltoni) e Caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxantha) são espécies raras e migratórias, avistadas apenas em alguns meses do ano nas faixas de campo. Na mata de araucárias, o Peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus) possui método reprodutivo parasitário, onde quem cria seus filhotes são mamães de outras espécies”, conta Fernanda.

Dos mamíferos encontrados no local, o Gato Mourisco (Herpailurus yagouaroundi), o Puma ou Onça Suçuara (Puma concolor) e o Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus) são raros e ameaçados de extinção e, com alguma frequência (e sorte da captação das câmeras de segurança), dão o ar da graça pelo Parque.

Flora

Com relação a parte de botânica, temos o Cactus Bola (Parodia carambeiensis) que é uma espécie característica dos Campos Gerais.

A Imbuia (ocotea porosa) e a Araucária (Araucaria angustifolia) devido à importância econômica durante o ciclo da madeira, e que faz parte da cadeia alimentar, pois fornece pinhão, que é o alimento de muitas espécies, tanto de aves como mamíferos.

A canela Sassafrás (ocotea odorifera) é uma madeira nobre, em que seu óleo é utilizado tanto na perfumaria quanto para produção de lubrificantes da indústria aeroespacial, também habita o Parque Vila Velha.

Além dessas, temos a erva-mate (ilex paraguariensis) responsável por um dos ciclos econômicos que ajudaram na emancipação política do Paraná e de São Paulo em meados do séc. XIX.

“Temos também a Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron), que está ameaçada de extinção por ter sido muito explorada devido a sua madeira ser dura e rígida, mas ainda hoje é possível identificar algumas dentro do nosso Parque”, completa Fernanda.

Vale destacar que a última catalogação de espécies ocorreu em meados dos anos 2000/2002 para a construção do Plano de Manejo do Parque (2004). O Plano de Manejo é o principal instrumento de gestão das Unidades de Conservação, no qual constam a caracterização da unidade, o zoneamento com as respectivas normas e os programas de gestão.

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